Zimbabwe... em guerra pela democracia

Os dois lados das Eleições:

Robert Gabriel Mugabe é o Presidente do Zimbabwe e o herói da luta pela independência do Zimbabwe (1980) e fundador do ZANU (Zimbabwe African National Union. Mugabe lidera o país desde 1980.

Morgan Tsvangirai é o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) desde 1999, ano em que foi criado. Em poucos anos, Tsvangirai tornou-se na principal figura da oposição ao regime ditatorial de Robert Mugabe e na esperança de muitos que querem um Zimbabwe democrático.

"Nada do que me possa acontecer me fará render. Não conheço a palavra rendição"
Robert Mugabe

Assim, durante o periodo das campanhas eleitorais a mando do presidente Mugabe e dos seus principais apoiantes muitas pessoas já morreram e muitas foram violentamente espancadas.



08 de Março:
Robert Mugabe enfrenta o seu mais difícil desafio desde que está à frente do Zimbabwe desde a independência. Perante o risco de perder as eleições (que decorrem a 9 e 10 de Março) para o líder da oposição, Morgan Tsvagirai, o Presidente está a fazer tudo para garantir a continuação no poder: aprovou polémicas restrições ao direito de voto e uma lei que permite o afastamento dos observadores independentes. - Publico

09 de Março:
O poder autocrata do Robert Mugabe está a ser seriamente ameaçado pelo apoio que o seu adversário, Morgan Tsvangirai, recolhe na população. Num esforço para evitar uma derrota nas urnas, Mugabe adoptou uma série de medidas que penalizam fortemente o eleitorado da oposição. Eis algumas dessas medidas:

Os zimbabweanos que vivem no estrangeiro foram proibidos de votar, excepto os militares e diplomatas.

Às pessoas de descendência estrangeira que não renunciassem (até 6 de Janeiro) ao direito de alguma vez virem a dispor de passaporte estrangeiro foi-lhes retirada a cidadania zimbabweana - e, logo, proibidos de votar.

Tsvangirai foi proibido de denegrir publicamente o Presidente Mugabe, a Polícia e o Exército.

Qualquer reunião de elementos da oposição tem de ser previamente comunicada às autoridades. Mesmo que autorizada, esta só pode realizar-se na presença de pelo menos um polícia.

Os círculos eleitorais que tradicionalmente apoiam Mugabe beneficiam de uma maior concentração de mesas de voto

Abril de 2008:
O líder da oposição do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, 56 anos, foi o candidato mais votado na primeira volta das eleições, realizada a 29 de Março.

23 de Junho 2008
O líder do Movimento para a Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai, anunciou ontem em Harare que desiste de disputar com Robert Mugabe a segunda volta das presidenciais, depois de os partidários da Zanu-PF (no poder) terem, durante meses, intimidado e agredido apoiantes da oposição
Tsvangirai quer poupar a vida dos seus apoiantes
"O povo quer um novo Zimbabwe. Mas não podemos pedir aos eleito-res que arrisquem a sua vida para ir votar no dia 27 de Junho." Foi com estas palavras que o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, anunciou ontem a sua desistência da segunda volta das presidenciais.

24 de Junho 2008
O secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança apelaram ao governo do Zimbabwe para pôr fim à sua campanha de violência e de intimidação, sublinhando que se tornou impossível realizar, de uma forma livre e justa, a segunda volta das eleições presidenciais marcadas para esta sexta-feira.
Pela primeira vez desde as eleições de 29 de Março, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se, na segunda-feira, à tarde e noite, para consultas sobre a situação no Zimbabwe.

27 de Junho de 2008 - Dia de eleições no Zimbabwe
Tsvangirai pede ao mundo para não reconhecer resultados.
De acordo com o líder da oposição, Morgan Tsvangirai , a população do Zimbabwe estará a ser forçada a votar na segunda volta das eleições presidenciais, de que o responsável pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC) decidiu abdicar, como forma de alertar a comunidade internacional para a rejeição dos resultados de uma «impostura» organizada por uma «ditadura desesperada».

28 de Junho de 2008
União Europeia recusa reconhecer resultados das eleições no Zimbabwe
A União Europeia afirmou hoje que os únicos resultados que reconhecerá sobre as eleições presidenciais no Zimbabwe são os resultados obtidos na primeira volta, em Março, onde o líder da oposição Morgan Tsvangirai saiu com vantagem.

A posição da UE, apresentada pela presidência Eslovena e pelo comissário do desenvolvimento Louis Michel. “Condenamos a organização desta segunda volta que se realizou apesar dos apelos consecutivos das autoridades africanas e internacionais”.

29 de Junho de 2008
Eleições no Zimbabwe não foram livres nem justas
Observadores do parlamento pan-africano consideram que a 2ª volta das eleições presidenciais no Zimbabwe não foram “nem livres nem justas”, reclamando a realização de nova votação.

O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz em 1984, já disse, também hoje, que apoiava uma intervenção internacional, se necessário pela força, para estabilizar o Zimbabwe e pediu à União Africana que se unisse na rejeição do novo Governo do Presidente Robert Mugabe. (...)

Fontes:Publico, visão, bbc, diário de noticias, fedzilla.

Circulam várias petições/campanhas em nome dos direitos humanos e democracia no Zimbabwe.

http://www.avaaz.org/en/zimbabwe_chance_for_peace/97.php?cl_tf_sign=1

http://www.gopetition.com/petitions/zimbabwe-restore-democracy-and-foreign-aid.html

http://www.amnesty.ca/take_action/actions/zimbabwe_petition_elections.php

http://action.humanrightsfirst.org/campaign/Elections

http://www.avaaz.org/en/save_zimbabwe/

http://www.thepetitionsite.com/takeaction/196731055?z00m=15556340